Comparativo de Rendimento Pessoa Física
Compare CDB, CRI, CRA, LCI e LCA em diferentes modalidades (Pós-Fixado, Pré-Fixado e IPCA+), com IR regressivo e Poupança como referência. Descubra qual investimento oferece o melhor rendimento líquido até o vencimento.
Como comparar investimentos de renda fixa na Pessoa Física
Decidir entre um CDB a 120% do CDI, uma LCI pré-fixada a 13,75% e uma LCA atrelada ao IPCA + 8% parece uma escolha simples — até o momento em que Imposto de Renda, inflação e prazo entram na conta. Esta calculadora faz as contas pelo investidor e entrega o número que realmente importa: quanto sobra no bolso no dia do vencimento.
1. Três modalidades, três lógicas diferentes
- Pós-Fixado (% do CDI): a rentabilidade caminha junto com a taxa CDI/Selic. Bom em cenário de juros altos e estáveis.
- Pré-Fixado (taxa fixa): a rentabilidade é conhecida na contratação. Bom em cenário de queda esperada dos juros.
- IPCA+ (inflação + juros reais): protege o poder de compra e paga um ganho real fixo. Preferido em horizontes longos e incertos.
2. A tabela regressiva de IR
O IR da renda fixa incide só sobre o rendimento, nunca sobre o capital aplicado, e diminui conforme o prazo cresce (Lei 11.033/2004):
- Até 180 dias → 22,5%
- De 181 a 360 dias → 20%
- De 361 a 720 dias → 17,5%
- Acima de 720 dias → 15%
Esta mordida é decisiva quando se compara um CDB com uma LCI/LCA: embora o CDB costume pagar uma taxa bruta maior, a isenção de IR das letras imobiliárias e do agronegócio frequentemente inverte o resultado final.
3. Por que a Poupança entra sempre na comparação
A Poupança é a referência cultural do brasileiro. Em ciclos de juros altos, ela fica bem atrás de qualquer CDB ou LCI bancária — em 2026, com Selic em torno de 14,75%, a Poupança rende aproximadamente 7% a.a., praticamente a metade de um CDB 100% CDI depois do IR. A calculadora inclui a Poupança em toda comparação para que essa diferença fique visível em reais.
4. Quando Pré-Fixado é melhor que Pós-Fixado?
Quando o mercado espera que os juros caiam durante o prazo do título. "Travar" uma taxa pré-fixada protege o investidor da queda. Já o pós-fixado acompanha a queda da Selic — e entrega menos do que foi possível contratar no início. O inverso também é verdadeiro: se a Selic sobe, o pós-fixado leva a melhor e o pré-fixado fica "marcado a mercado" com deságio.
5. IPCA+ e horizonte longo
Títulos IPCA+ são os preferidos de quem investe para objetivos distantes (aposentadoria, entrada em imóvel, educação dos filhos). A fórmula simples do IPCA+ é inflação do período + juros reais contratados. Como a inflação varia mês a mês, o valor futuro nominal só é conhecido no vencimento — mas o poder de compra é preservado.
Base legal e regulatória
- Lei 11.033/2004 — estabelece a tabela regressiva de IR da renda fixa.
- Lei 12.024/2009 — isenção de IR para LCI e LCA aplicáveis a Pessoa Física.
- Lei 11.033/2004, art. 3° — isenção de IR para CRI e CRA destinados a Pessoa Física.
- Lei 12.703/2012 — regras de remuneração da Poupança atreladas à Selic.
- Resolução CMN 4.840/2020 — regulamenta a emissão de LCI, LCA, CRI e CRA.
Perguntas frequentes
Quais investimentos esta calculadora compara?
A calculadora compara até três ativos de renda fixa escolhidos pelo investidor — CDB, CRI, CRA, LCI e LCA — em qualquer uma das três modalidades de rentabilidade do mercado: Pós-Fixado (% do CDI), Pré-Fixado (taxa fixa a.a.) ou IPCA+ (inflação + juros reais). A Poupança é incluída automaticamente como 4° ativo de referência.
Como funciona o Imposto de Renda para cada produto?
O IR regressivo da renda fixa é aplicado apenas sobre os rendimentos (não sobre o valor investido) e segue a tabela: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Os produtos LCI, LCA, CRI, CRA são isentos de IR para Pessoa Física, assim como a Poupança. Apenas o CDB sofre retenção.
Como o rendimento da Poupança é calculado?
A remuneração da Poupança segue a Lei 12.703/2012: quando a Selic é superior a 8,5% a.a., rende 0,5% ao mês + TR; quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% a.a., rende 70% da Selic + TR. A calculadora identifica automaticamente qual regra aplicar com base na Selic/CDI informada nas premissas macroeconômicas.
O que significa "Pós-Fixado", "Pré-Fixado" e "IPCA+"?
Pós-Fixado: a rentabilidade acompanha um índice (geralmente % do CDI). Ex.: um CDB que paga "120% do CDI" renderá 120% × a taxa CDI/Selic do período. Pré-Fixado: a taxa é conhecida desde a aplicação (ex.: 13,75% a.a.). IPCA+: a rentabilidade é a soma da inflação do período (IPCA) com um juro real fixo (ex.: IPCA + 8% a.a.) — esse tipo protege o investidor da inflação.
Por que o CDB a 120% do CDI pode perder para uma LCI com taxa menor?
Porque o CDB paga Imposto de Renda sobre o rendimento (15% após 720 dias) e a LCI é isenta. Por isso é importante comparar sempre a taxa líquida, não a bruta. Uma forma prática de equivalência: se o CDB paga 15% a.a. bruto e você está na alíquota de 15% de IR, o retorno líquido é 12,75% a.a.; uma LCI que pague 12,75% iguala o CDB nessa faixa.
A calculadora considera IOF?
Não. O IOF regressivo só incide em resgates ocorridos em menos de 30 dias a contar da aplicação. Para datas de vencimento superiores a 30 dias (cenário absolutamente padrão em renda fixa), o IOF é zero e não afeta o cálculo. Para simulações de curtíssimo prazo, considere que o IOF pode reduzir o rendimento nos primeiros 30 dias.
O cálculo considera marcação a mercado e risco de crédito?
Não. A calculadora assume que o título é levado até o vencimento, então a marcação a mercado (variação de preço em caso de venda antecipada) não se aplica. O risco de crédito do emissor (banco, securitizadora etc.) também não é modelado — a simulação assume recebimento integral no vencimento. Para avaliar risco, consulte a classificação do FGC (R$ 250 mil por CPF/instituição) ou ratings de agências como S&P e Fitch.
Esta simulação substitui recomendação de investimento?
Não. A calculadora é uma ferramenta informativa de comparação matemática entre produtos. A escolha do melhor investimento depende de diversos fatores não modelados aqui: perfil do investidor, liquidez, garantia FGC, risco de crédito do emissor, reinvestimento dos cupons, tributação complementar em resgates parciais e objetivos pessoais. Sempre consulte um assessor de investimentos habilitado pela CVM.